Preguiça-de-coleira, Bradypus tridactylus

Haroldo Palo Jr.

Juruva

Haroldo Palo Jr.

A Mata Atlântica, que desempenhou papel muito importante na história brasileira, é considerada um dos maiores repositórios de biodiversidade do planeta e também um dos mais importantes e mais ameaçados hotspots do mundo.

Sua área original corresponderia a uma extensão duas vezes o tamanho da França e mais de três vezes o território da Alemanha. Nos últimos 500 anos sua floresta foi reduzida de 1,3 milhão de km2 para 91 mil km2. Isso significa menos de 8% da sua extensão original, em áreas dispersas e fragmentadas.  Composta de uma grande variedade de formações vegetais, a Mata Atlântica é um mosaico de vegetação. Apesar da devastação acentuada, o bioma ainda possui uma parcela significativa de diversidade biológica do Brasil, de riqueza extraordinária e alto grau de endemismo.

A riqueza pontual é tão significativa que os dois maiores recordes mundiais de diversidade de árvores foram registrados na Mata Atlântica: 454 espécies em um único hectare do sul da Bahia e 476 espécies em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo.

As estimativas indicam ainda que o bioma possui cerca de 20.000 espécies vegetais, metade das quais seriam endêmicas. Além disso, mais de 2/3 dos primatas são espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.

A conservação e recuperação da Mata Atlântica é um grande desafio para a CI-Brasil, pois o conhecimento sobre a biodiversidade do bioma é incompleto e a região está sob forte pressão antrópica.

Já foram identificadas muitas ações prioritárias para conservar a Mata Atlântica. A tarefa agora é traduzir essas prioridades em uma linguagem que atinja e mobilize todos os setores da sociedade para sua efetiva conservação.

Palmeira, Mata Atlântica

Haroldo Palo Jr.

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